sexta-feira, 5 de junho de 2009

Passado Amor

Lembro-me de ti e me sinto forte
Percebo que não estás mais aqui
e me entristeço.

Ouço nossa música e começo a cantar,
mas choro quando acaba a melodia
e com ela a nossa história.

Sonho tão bonito me permitiste sonhar,
Fel tão puro me fazes provar
Por que me fazer tão feliz se
um dia seria assim?

Hoje percebo: és um grande mentiroso,
Sou uma grande idiota,
Fomos uma grande ilusão.

Metalinguística da Liberdade

Minha poesia não serve para enfeitar,

Minha poesia não serve para instruir,

Minha poesia não serve para musicar,

Minha poesia não serve para fazer
chorar ou sorrir,

Minha poesia não serve para se estudar,

pois minha poesia não conhece o verbo servir.

Minha poesia não serve, liberta!



Minha chuva



Choro por dentro
e a chuva que cai lá fora
parece querer me acompanhar.
Num dia de profunda tristeza,
a natureza reflete meu ser
como o espelho mais perfeito que existe





Choro de dor, do medo de te perder.
Um choro angustiado, desesperado,
um choro de amor; do mais profundo
sentimento que eu poderia ter.
Real como a chuva e eterno como
o calor do sol.


A natureza chora comigo,
entende tudo que se passa dentro de mim.
Chora pela dor da perda que virá,
avisa que está com medo das mudanças
que estão a acontecer, e teima em
continuar no mesmo lugar; chovendo, chorando.


E aqui fico eu: sofrendo, lembrando.
Acompanhada pela sinfonia da natureza,
mas tentando acreditar que em mim há um sol.
Ilusões, ilusões...Como adiar o inevitável?
Só me resta então continuar aqui; chorando, chovendo.

Declaração de Bens

(AUTOR DESCONHECIDO)

"O pai moderno, muitas vezes perplexo, aflito, angustiado, passa a vida inteira correndo atrás do futuro e se esquecendo do agora. Na luta para edificar este futuro, ele renuncia ao presente. Por isso, é um homem ocupado, sem tempo para os filhos, envolvido em mil atividades – tudo com o objetivo de garantir o seu amanhã.
E com que prazer e orgulho, cada ano, ele preenche sua declaração de bens para o Imposto de Renda. Cada nova linha acrescida foi produto de muito esforço, muito trabalho. Lote, casa, apartamento, sítio - tudo isso custou dias, semanas, meses de luta. Mas ele está sedimentando o futuro de sua família. Se ele parte um dia, por qualquer motivo, já cumpriu sua missão e não vai deixar ninguém desamparado.
E para ir escrevendo cada vez mais linhas na sua relação de bens, ele não se contenta com um emprego só - é preciso ter dois ou três; vender parte das férias, em vez de descansar junto à família; levar serviço para fazer em casa, em vez de ficar com os filhos; e é um tal de viajar, almoçar fora, discutir negócios, marcar reuniões, preencher a agenda - afinal, ele é um executivo dinâmico, faz parte do mundo competitivo, não pode fraquejar.
No entanto, esse homem se esquece de que a verdadeira declaração de bens, o valor mais alto, aquele que efetivamente conta, está em outra página do formulário do Imposto de Renda - mais precisamente, naquelas modestas linhas, quase escondidas, onde se lê "relação dos dependentes". Aqueles que dependem dele, os filhos que ele colocou no mundo, e a quem deve dedicar o melhor de seu tempo.
Os filhos são novos demais, não estão interessados em lotes, casas, salas para alugar, aumento de renda bruta - nada disso. Eles só querem um pai com quem possam conviver, dialogar, brincar.
Os anos vão passando, os meninos vão crescendo, e o pai nem percebe, porque se entregou de tal forma ao trabalho - vulgo construção do futuro - que não viveu com eles, não participou de suas pequenas alegrias, não os levou ou buscou no colégio, nunca foi a uma festa infantil, não teve tempo para assistir a coroação da menina - pois um executivo não deve desviar sua atenção para essas bobagens. São coisas de desocupados.
Há filhos órfãos de pais vivos, porque estão "entregues" - o pai para um lado, a mãe para o outro, e a família desintegrada, sem amor, sem diálogo, sem convivência. E é esta convivência que solidifica a fraternidade entre os irmãos, abre seu coração, elimina problemas, resolve as coisas na base do entendimento.
Há irmãos crescendo como verdadeiros estranhos, porque correm de um lado para o outro o dia inteiro - ginástica, natação, judô, balé, aula de música, curso de Inglês, terapia, lição de piano, etc. - e só se encontram de passagem em casa, um chegando, o outro saindo. Não vivem juntos, não saem juntos, não conversam - e, para ver os pais, quase é preciso marcar hora.
Depois de uma dramática experiência pessoal e familiar vivida, a única mensagem que tenho para dar - e que tem sido repetida exaustivamente em paróquias, encontros familiares, movimentos e entidades - é esta: não há tempo melhor aplicado do que aquele destinado aos filhos.
Dos 18 anos de casado, passei 15 anos correndo e trabalhando, absorvido por muitas tarefas, envolvido em várias ocupações, totalmente entregue a um objetivo único e prioritário : construir o futuro para três filhos e minha mulher. Isso me custou longos afastamentos de casa, viagens, estágios, cursos, plantões no jornal, madrugadas no estúdio da televisão, uma vida sempre agitada, atarefada, tormentosa, e apaixonante na dedicação à profissão escolhida - e que foi, na verdade, mais importante do que minha família.
E agora, aqui estou eu, de mãos cheias e de coração aberto, diante de todos vocês, que me conhecem muito bem. Aqui está o resultado de tanto esforço: construí o futuro, penosamente, e não sei o que fazer com ele, depois da perda do Luiz Otávio.
De que valem casa, carros, sala, lote, e tudo o mais que foi possível juntar nesses anos todos de esforço, se ele não está mais aqui para aproveitar isso com a gente?
Se o resultado de 30 anos de trabalho fosse consumido agora por um incêndio, e desses bens todos não restasse nada mais do que cinzas, isso não teria a menor importância, não ia provocar o menor abalo em nossa vida, porque a escala de valores mudou, e o dinheiro passou a ter um peso mínimo e relativo em tudo.
Se o dinheiro não foi capaz de comprar a cura e a saúde de um filho amado, para que serve ele? Para ser escravo dele?

Eu trocaria - explodindo de felicidade - todas as linhas da declaração de bens por uma única linha que eu tive de retirar, do outro lado da folha: o nome do meu filho na relação dos dependentes. E como me doeu retirar essa linha na declaração de 1983, ano base de 82."

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Esse texto me chegou via e-mail e eu achei muito interessante e fidedigno. É um bom lembrete de que a vida não é só o material, mas o afetivo e espiritual também. Não se esqueça de sentir e mostrar o seu amor! Não há nada melhor do que um passeio em família, com várias risadas, abraços, beijos e carinhos.
No mundo moderno, demonstrar o afeto, seja com afagos, poesias, flores ou com um simples "eu te amo" se faz necessário, pois tudo é muito superficial, efêmero e banalizado: para muitos a vida perdeu seu valor e, de quebra, seus valores. Enfim; sinta, beije, grite, chore, ame, pule, cante, diga eu te amo, dê um abraço, faça um carinho em alguém especial, DEMONSTRE SEU AMOR, pois só assim você se sentirá completo e completará alguém do seu jeito, um jeitinho bom que é só seu e que, com certeza deixará uma marca. Esqueça o capital e viva como se não houvesse amanhã!